Playlist da semana #3 – Veteranos

A semana começa na expectativa de comemorações especiais. Esse dia 7 antecede a gravação do DVD de 20 anos do Dead Fish, o show de comemoração de 30 anos do Ratos de Porão e a também histórica gravação do DVD do Garotos Podres. Sou descaradamente suspeita pra falar de todas as listadas. Mas, bom, além dos citados, outros também comemoram em 2011 sua heróica permanência na estrada. Por isso, a playlist de hoje é só com veteranos nacionais.


>> Inocentes
Para quem ainda mosca e não sabe, o Inocentes foi uma das primeiras e mais importantes bandas de punk rock brasileiras, formada em 1981 por ex-integrantes de duas bandas da periferia de São Paulo – o Restos de Nada e o Condutores de Cadáver. Em 2011, em comemoração aos 30 anos de banda e 25 anos de Pânico em SP, primeiro álbum da banda, a gravadora relançou os três primeiros álbuns (Pânico em SP, Adeus Carne e Inocentes). Além disso, a banda lançou um documentário e um EP com músicas inéditas. Abrindo a playlist, o som que dá nome ao disco que (meu Deus!) já tem 1/4 de século.

>> Ratos de Porão
A banda formada em 81, também no auge da explosão do punk paulista é o típico caso de banda que estourou lá fora e depois ganhou respeito dentro do seu país de origem. Esse “respeito” é relativo, mereciam muito mais, mas no exterior são gigantes. A discografia inclui vários álbuns de estúdio, coletâneas e splits gravados com várias formações. A trajetória de mais de 20 anos foi contada no documentário “Guidable – A Verdadeira História do Ratos de Porão” lançado em 2009. Esse vídeo abaixo é de julho deste ano, mas o som é a faixa-título do primeiro disco, lançado em 1984.

>> Plebe Rude
Os veteranos de Brasília estão na moda. São shows-homenagens, filmes e lançamentos especiais para lembrar de algumas bandas emblemáticas que tiraram o foco do eixo Rio-São Paulo e deram identidade ao rock do cerrado. A Plebe Rude não é a mais conhecida, mas certamente uma das mais politizadas e única boa representante daquele espírito contestador. Sem uma discografia muito extensa, a banda amargou um hiato por problemas pessoais. Estes revividos depois do lançamento do disco ao vivo “Enquanto a trégua não vem” em 2000. Seis anos depois, com uma formação diferente, foi lançado o último disco de inéditas. Em comemoração a sua história e sua origem, em 2011, saiu o DVD: “Rachando concreto: ao vivo em Brasília”. “Até quando esperar” ainda é o som mais conhecido. Vou aqui de “Proteção”, segunda faixa do primeiro disco lançado em 1985 – “O concreto já rachou”. Sem dúvida, a minha preferida das bandas de lá. E esta do clipe é a formação clássica!

>> Garotos Podres
Resistindo às famosas brigas entre punks e carecas, o Garotos Podres é uma das (melhores) bandas formadas no ABC paulista. Mais street punks do que oi!, são conhecidos pelas letras politizadas, mas também pelo sarcasmo e deboche em várias músicas como a já manjada (e não por culpa deles) “Papai noel, velho batuta”.  O Garotos é uma das bandas que sofreu a censura de músicas. “Johnny” foi proibida de ser veiculada e por isso começaram a fazer letras engraçadas para despistar os órgãos de repressão. É uma das bandas mais DIY do Brasil e uma das que apesar do bom tempo de janela, nunca sobreviveu exclusivamente da música. Entre mudanças de formação, problemas de saúde e processos por contratos não cumpridos por parte da última gravadora, a banda parte para o seu primeiro registro ao vivo em vídeo  no desafio de montar um set que passe por seus 8 discos de estúdio, EP´s e compilações. “Anarquia oi” faz parte do primeiro disco, “Mais podres do que nunca”, de 1985.

>> Dead Fish
A banda capixaba comemora seus 20 anos de formação em 2011. Apesar de já ter uma discografia respeitável desde 1998 no underground, ficou mais conhecida (comercialmente falando) a partir de 2004 com o lançamento do disco “Zero e um”. Com várias mudanças de formação, a banda divide momentos de sucesso como no “MTV Apresenta” (DVD também de 2004) com outros não tão bons como os problemas internos e rejeição ao disco “Um homem só” de 2006. Em 2009 voltaram à velha forma com “Contra todos” e na expectativa de um novo disco com esta formação junta desde então, gravam o DVD dos 20 anos no dia 11 de novembro no Circo Voador. “Afasia” dá título ao terceiro álbum. Este e todos os discos tem letras politizadas que resistem ao tempo e retratam situações que infelizmente continuam atuais.

>> Dance of days
Se tivessemos que medir as mudanças no Dance of Days, os cortes de cabelo e o visual do vocalista Nenê Altro seria um bom termômetro. A banda é uma das mais queridas do underground paulistano, apesar de ainda, depois de tantos anos de estrada, dividir opiniões. Atualmente estão em tour e em constante produção. Além de um disco novo, a banda comemora os 10 anos do primeiro cd “A História Não Tem Fim”. Este disco tem vários hits, aliás, como todos os discos deles. Esta do clipe faz parte desse álbum e é certamente uma das mais pedidas e uma das  que não faltam no set dos shows.

>> Garage Fuzz
Liderada por um artista skatista, a banda mais emblemática do hardcore santista também comemora 20 anos de estrada em 2011. É uma das que mantém uma formação e carreira mais estáveis de toda a cena. A banda já lançou cinco discos, sendo dois deles ao vivo e um dvd – este último gravado na cidade natal em comemoração aos 18 anos de banda. Vem comemorando desde então, viajando por todos os cantos do país e vendo e revendo os fãs que os acompanham. Sempre com shows cheios e muita energia, influenciados por petardos como Husker Dü e Hot Water Music são os dignos representantes do hardcore melódico alternativo brasileiro. “When all the things” é a terceira faixa do primeiro e clássico full lenght “Relax in your favourite chair”, lançado em 1994.

Ah, muita gente ainda ficou de fora dessa listinha. Tem o Cólera, o Calibre 12, o Angra e aquela… Yahoo!. Quem se esquece de “Mordida de amor” né gente? Ninguém! Mas também ninguém merece isso numa playlist de respeito como essa. Fica pra próxima. Falando nisso, até semana que vem!

Com informações da Wikipedia | Arte: Bruno Efigie

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