Playlist da semana #8 – Red

Menos de uma semana para o Natal e enfim, esse ano infernal está acabando. Pra chutar 2011 pro espaço, um Santa Claus from hell. Mais do que reverenciar essa invenção marketeira, falemos das músicas da playlist.  No caso, faixas que tem tem “Red”, a cor preferida da Coca-Cola, no título. Ouça antes que sua vida seja enjovalhada de retrospectivas e promessas. A única certeza que fica e não precisa de reflexão é que batuta, velho, bom e que torna sua vida emocionante é o rock! Aumenta!

>>Strike Anywhere
Não é o caso, mas se fosse uma playlist essencialmente anti-capitalista daria muito certo abrir com Strike Anywhere. A banda americana de hardcore foi formada em 1999, tem como uma das principais características o ativismo social disposto em várias das letras da banda. A “Infrared” do Strike Anywhere é uma das muitas de sua discografia que fala de levantar e fazer alguma coisa. O som foi gravado no segundo disco da banda, “Exit English”, lançado em 2003.

>>Placebo
Já a Infra-red do Placebo não tem nada de ativismo. E foi lançada três anos depois, no seu quinto álbum de estúdio, o badalado “Meds”. A banda que é uma mistura da globalização – base na Inglaterra e como integrantes um belga, um sueco e um californiano – foi formada em 1994. Foi a partir de “Meds” que a banda mudou de formação e ganhou ainda mais notoriedade. A versão infra-vermelho do Placebo é uma afetação dor de cotovelo prestes a descer do salto e fazer barraco, mas é boa. Bem boa. And we love songs of bibas,uuuuuu!

>>Rise Against
Voltando ao ativismo, o Rise Against é outra banda americana de hardcore que além do vegetarianos, também  estão sempre envolvidos em causas sociais, sejam eles direitos humanos ou dos animais. “Revolutions per minute” foi o segundo álbum, lançado em 2003. “Blood red, white and blue” é um dos melhores hits incluso nele. Apesar de gigantes lá fora, foi a partir da repercussão deste disco é que começaram a se tornar conhecidos mundialmente. Ele representa a fase mais, digamos, pesada da banda e bem diferente da linha que ainda hardcore mas mais.. pop que preferiram adotar nos dois últimos discos. Se é um arrasa-quarteirão? Vê se o vídeo te responde.

>>Rancid
Rancid é uma entidade. Se acreditam que existe mesmo armação de time de outro planeta, Rancid é uma daquelas que na música você acredita que é de outra galáxia. É top em qualquer lista de brasileiros que gostariam muito de ter a banda por aqui ao vivo. Enquanto sonhamos com o quase impossível a banda segue. “Red hot moon” foi gravada originalmente no disco “Indestructible” , sexto álbum lançado em 2003. Essa versão do vídeo conta com a participação de Skinhead Rob do Transplants e está no DVD “Give ‘Em The Boot”.

>>Coheed and Cambria
Essa banda é uma das grandes novidades no rock progressivo. É boa e foi injustiçada de ficar espremida entre Motorhead e Slipknot no Rock in Rio deste ano. Para quem não conhece, vale prestar a atenção. Eles tem todos os elementos das excentricidades do estilo. Tirando a cabeleira vasta do vocalista Claudio Sanchez, tanto nas elaborações e misturas mirabolantes como nas inúmeras mudanças de formação são progressivo até o osso. Gosto muito.”Blood red moon” foi gravada originalmente no disco “Good Apollo, I’m Burning Star IV, Volume One: From Fear Through the Eyes of Madness” terceiro de estúdio lançado em 2005. Depois desse nome sci-fi e gigantesco, não me diga que ainda duvida da progressividade do CC!

>>Kings of Leon
Apesar de ter disco recente, arrastar multidões nos shows, a banda perdeu um pouco do rumo nos últimos tempos. Talvez até pelo gigantismo que alcançou com o seu sucesso. O Brasil pegou essa fase intermediária e o show que era um dos mais esperados da primeira edição do SWU em 2010, foi prejudicada por um set não tão cheio de hits e recheado de novos sons mais pra grunge do que rockão setentista do início de carreira. Desde o primeiro disco os americanos do Kings of Leon chamam atenção. “Red morning light” está nele – “Youth and young manhood” – lançado em 2003. Mesmo com mudança de visual e de estilo, a banda ainda consegue inúmeras proezas. O disco de estréia, por exemplo, foi considerado pela imprensa inglesa como um dos melhores da década. Eu gostava mais do estilo e visu antigos, achei bobeira mudar, mas de qualquer jeito é bom. Desde que Calleb Followill continue mantendo sua voz rouca, amém!

>>UB40
Já que é tempo de bebedeiras e todo mundo tá nem aí pra hora do Brasil, um reggazinho para fechar a playlist pré-natalina. “Red red wine” imortalizada pelo UB40 é um cover de uma nada reggae versão gravada por Neil Diamond em 1968. A música foi regravada e ganhou inúmeras versões diferentes, mas esta que estamos falando é a mais conhecida delas. Foi gravada no álbum “Labour of love” de 83 e automaticamente ganhou as primeiras posições da parada britânica naquele ano. Foi eleito alguns anos depois pela Rolling Stone como um dos melhores singles dos anos 80. Tem seu porquê. É boa, grudenta e inesquecível.

Cada um tem sua crença e seu modo de encarar essa virada de ano. Entre balanços, reflexões e comilanças, que essa data (comemorada ou não por você) seja o momento de estar com pessoas especiais e tornar a vida menos teórica e mais prática. Fucking Happy Christmas!

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