Playlist da semana #9 – Melhores shows de 2011

Essa de “O Brasil entrou na rota de shows internacionais” já está mais batida que carne de vaca. Mas que roqueiros nacionais foram muito felizes com os inúmeros shows que rolaram por aqui, isso é verdade. Modestamente, faço aqui uma lista de alguns dos melhores shows que eu vi, revi e cobri em 2011.

12 de fevereiro – Circle II Circle | São Paulo
O primeiro show internacional do ano foi o Circle II Circle. Depois da última passagem por aqui em 2008, a banda retornou à São Paulo com nova formação e para uma tour de três shows, sendo um em Campinas e dois na capital — um acústico e esse no Hangar 110. Como de costume, a simpatia da banda e especialmente do vocalista Zak Stevens foi um dos diferenciais além da presença de palco e vocais perfeitos que faziam até esquecer os reais problemas e falhas no som. “Watching in silence” foi um dos pontos altos do show.

25 de fevereiro – Rise Against | Curitiba
Foram pelo menos dez anos de espera e parecia mesmo impossível acreditar que seria verdade ver finalmente o Rise Against em terras brasileiras. E as cidades escolhidas para essa primeira mini tour sul americana foram Curitiba, São Paulo e Buenos Aires, na Argentina. Trouxeram na mochila a banda do país basco Berri Txarrak que fez os shows de abertura. Mesmo com casa cheia, apesar de ter sido o primeiro no Brasil e o primeiro no mundo que viu tocadas ao vivo as faixas “Help is on the way” e “Architects”, então novos sons do recém-lançado disco, Curitiba perdeu pra São Paulo em retorno de público. O show do dia 26 de fevereiro na capital paulista, com casa abarrotada e ingressos esgotados, fez o Carioca Club derreter.

13 de março – Sick of it all | São Paulo
Esse 13 de março decretava para muitos que o SOIA já era, independente do que viesse depois, o show do ano. A lenda do hardcore voltou ao Brasil e trouxe também de volta os canadenses do Comeback Kid que fizeram o show de abertura de todas as datas da tour que passou por Curitiba, São Paulo, Argentina, Chile e Colômbia. Foi a aula/show do primeiro trimestre, sem dúvida.

26 de março – Anti-Flag | São Paulo
Com tantos shows acontecendo com mais frequência em São Paulo, alguns inclusive simultâneos, fica difícil acompanhar tudo. Naquele 26 de março, por exemplo, se tinha o punk do Anti Nowhere League na Augusta e Iron Maiden, mais uma vez em SP tocando no Morumbi, também se deu bem quem escolheu ir para o Carioca Club ver o This is a Standoff e o Anti-Flag – ambas pela primeira vez em São Paulo. Ativismo político às vésperas do Occupy Wall Street, punk rock sem frescura e com batera no meio da galera. Inesquecível.

16 de abril – Misfits | São Paulo
Depois de rumores de um possível cancelamento frustrando expectativas, parecia o anúncio do caos e da histeria a confirmação dos Misfits como uma das atrações do Palco Rock na 7ª edição da Virada Cultural em São Paulo. Sim, porque uma das lendas do punk rock, três anos sem tocar por aqui e de graça? Um arrasta multidões seria o mínimo. Pancadaria, superlotação, polícia descontrolada e um desfile de hits. Misfits!

1 de maio – Garage Fuzz | São Paulo
O Xtreme Noise Festival anunciado em fevereiro deste ano teve um o line up de sonho com doze bandas nacionais nessa primeira edição que aconteceu nos dias 30 de abril e 1 de maio. Comemorando 20 anos de estrada, os santistas do Garage fizeram o show que fechou a maratona. Espetacular como sempre e com certeza o melhor nacional de 2011.

28 de julho – Helmet | São Paulo
Depois de uma passagem tímida por São Paulo em 2008, o Helmet voltou com a mesma formação que está junta desde 2006 e mais um disco na bagagem. Com algum atraso, muita fumaça e casa lotada, o Helmet, sem banda de abertura subiu ao palco no início da madrugada. Após o show intenso a banda e mais especialmente o vocal Page Hamilton ficou ainda com toda paciência e sorriso no rosto atendendo os fãs que quiseram garantir um autógrafo e fotos. O melhor dos shows que eu vi na Augusta em 2011. “Unsung” pra vida!

11 de agosto – Stiff Little Fingers | São Paulo
Foi apenas um show. Foram mais de 10 longos anos de espera. Mas quando o retorno do Stiff Little Fingers ao Brasil foi anunciado muita gente que já tinha praticamente desistido de vê-los pode, enfim, ter uma chance real de conferir ao vivo uma das lendas do punk – uma das muitas lendas do estilo que passaram por São paulo neste ano. Botar uma Clash Club inteira pra cantar e pogar não é pra qualquer um. “Nobody´s hero” foi uma das melhores, mas “Alternative Ulster” de arrepiar. Sem palavras.

13 de setembro – Cock Sparrer | São Paulo
Tinha tudo para ser histórico. E foi. Mas ficou marcado por brigas de punks e carecas na porta do Carioca Club e uma morte estúpida. Dentro da casa, foi uma festa. Todos os hits, fãs felizes e cantando todas. “Take´em all”, uma das mais conhecidas deles contou com a participação de Chris Skepis, ex-guitarrista da banda, que agora tem cabelão comprido e reside em São Paulo. Descontada a estupidez humana, um dos melhores clássicos que recebemos aqui neste ano.

25 de setembro – Metallica | Rock in Rio 
Esse é suspeito demais já que Metallica desde sempre é minha banda favorita e tocou no Brasil um dia depois do meu aniversário. Foi muito especial retornar ao festival depois de 10 anos e rever dezoito anos o primeiro show internacional da minha vida. Apesar de System of Down ter sido o show do festival, “Master of Puppets” me arrancou lágrimas.

15 de outubro – Bring me the horizon | São Paulo
Carioca Club foi a casa do ano, recebeu os shows inesquecíveis naquele palco. O BMTH, banda de Sheffield (ING), pela primeira vez na América do Sul, passou pela Argentina, Colômbia, Venezuela e Brasil, se apresentando em São Paulo e Curitiba. O de São Paulo foi especial para mim porque aquele 15 de outubro marcou minha estréia na Roadie Crew.  Foi esta a minha primeira review no site com barulho e histeria jovem!

22 de outubro – Goldfinger | São Paulo
Ok, ok, teve o Reel Big Fish que era a banda principal, mas falando francamente, foi o Goldfinger que fez o verdadeiro barulho. Show curto, mas com fundamental e impecável desfile de hits. Um dos melhores e mais suados shows do ano.

3 de novembro – Pearl Jam
Desde 2003 o Brasil aguardava o retorno do Pearl Jam que fez show extra em São Paulo e rodou as capitais brasileiras com sets diferentes, muitas músicas e deixando novamente embasbacados fãs que desacreditavam da perfeição da voz de Eddie Vedder e da potência da banda ao vivo. Lindo demais!

12 de novembro – Garotos Podres | São Paulo
O Ratos comemorou 30 anos um dia antes do Garotos, mas a gravação do DVD e a volta do Mao aos palcos foi suficiente para ser o show do ano no Hangar 110.  Histórico, engraçado e hits para um dos mais atrapalhados DVDs da história. Muita música, uma aula de indignação e rock de subúrbio. Garotos! Garotos ao vivo!!

14 de novembro – SWU
Esse é difícil de escolher um só. Os palcos do SWU tiveram shows clássicos do Down, Alice in Chains e (talvez) o último show do Sonic Youth. Mestres como Les Claypool do Primus e Dave Mustaine do Megadeth deram uma aula de como se fazer um show inesquecível. Mas, ninguém foi mais arrebatador do Mike Patton. Show impecável fechando o dia rock e o melhor line up do SWU desta edição.

20 de novembro – Gorilla Biscuits
Descrença. Mesmo com a confirmação e os flyers comprovando que estavam certos e agendados, muitos não acreditavam. Difícil mesmo até porque foi assim que durante longos vintes anos os fãs do Gorilla Biscuits passaram e ninguém tinha mais muita esperança que uma das bandas consideradas lenda do hardcore old school finalmente estivesse ao vivo e em cores no Brasil. Mesmo desfalcados do vocalista Civ que rompeu os ligamentos do pé num acidente na Argentina, Walter Schreifels assumiu os vocais e praticamente fechou o ano com um show inesquecível, além de histórico. Apesar da papagaiada de invadir o palco, típica de shows de straight edge, foi de curtir com um sorriso abobado e de orelha a orelha.

4 de dezembro – Children of Bodom
O show dos filandeses não foi o último que eu vi ao vivo em 2011, mas significa muito pra mim porque a colaboração na Roadie Crew se consolidou. Esta review será minha primeira matéria na edição impressa- sai na próxima revista em janeiro de 2012. Um show virtuose, cheio de trocas de guitarra, intros e de headbangers insandecidos como a muito eu não via. Metal up your ass!

2011 foi assim e em 2012 começa com muitas expectativas. Quem sabe um dos dias do Lollapalooza e muitos clássicos programados rolam para cobrir e curtir. Que seja tão bom quanto esse. Rocks on!

Foto: Viciados em Metallica

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