Deu no New York Times

Reblogged from Pichações

Uma reportagem sobre a pichação em São Paulo foi publicada no resumão do New York Times feito em parceria com a Folha de São Paulo. Não bastasse a ignorância local quando o assunto é arte x vandalismo, o jornalista Simon Romero coloca mais lenha nessa fogueira.

Mesmo para os menos esclarecidos no assunto, há uma diferença muito clara entre o que é pichação e o que é grafite. Com o título de “Excluídos cobrem São Paulo de tinta”, a matéria foi publicada na versão em português no suplemento nesta segunda (13). O autor do texto, Simon Romero, diz que apesar dos esforços das autoridades para manter sob controle a poluição visual, “a batalha para limpar a paisagem urbana se mistura a um conflito social mais profundo, em que a raiva e a frustração dos excluídos motivam uma forma de expressão sem igual – a pichação, um tipo específico de grafite.”

Raiva? Pichação, um tipo específico de grafite?
Ele realmente não tem noção do que fala.

No seu texto as gangues de pichadores, que desafiam a anatomia e altura dos edifícios para fazer seu registro, podem ser comparados à bárbaros ou soldados de uma guerra. Diz ainda que a pichação urbana ser objeto de estudo desde a década de 80. Embasou sua reflexão de que “os pichadores foram influenciados por capas de LPs de bandas estrangeiras como Iron Maiden e AC/DC” no livro do acadêmico francês François Chastanet. Simon não cita o nome da obra. François escreveu “Pixação: São Paulo signature”, mas o estudo vai muito além de citar nomes de bandas ou propor que é uma atividade de bárbaros. Na matéria, Simon ainda propõe que o tal “vandalismo” é uma prática brasileira, citando o episódio de uma pichação feita em um dos braços da estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, ocorrida em 2010.

Pelo visto, esse “problema” nacional é alvo de uma série de matérias do NyTimes. Em janeiro deste ano, outra reportagem intitulada “No Brasil, graffitti como arma”, uma equipe acompanhou pichadores numa noite pelas ruas de São Paulo. Aí fica a dúvida: Qual o objetivo dessa série e em retratar uma prática que não exclusivamente brasileira dessa maneira? Alguém explica?

Créditos foto: Maurício Lima

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