O fim do mundo será em março

E eu estarei lá! Inspirado no festival “O Começo do Fim do Mundo” que aconteceu em 1982, o SESC Pompéia reedita  trinta anos depois o formato e trás algumas bandas que fizeram parte daquele evento histórico. Novas bandas também se juntam ao casting para, no final de março de 2012, promover o “O Fim do Mundo, Enfim”.

Segundo o release, quando o festival O Começo do Fim do Mundo aconteceu em 1982, o mundo era um lugar inóspito dividido entre duas superpotências nucleares, que tinham o poder de destruir várias vezes o planeta Terra. Os punks paulistas reuniram sua nata no SESC Pompeia para colocar a boca no trombone: foram dez bandas de São Paulo e dez do ABC, no que foi um dos maiores festivais punks do mundo na época. 30 anos se passaram e o planeta não é mais o mesmo: aquecimento global, efeito estufa, calendário Maia. Nossa existência está novamente ameaçada, mas o punk continua aí. Nasce então, O Fim do Mundo, Enfim, um novo festival punk unindo gerações, o velho e o novo juntos, mostrando que o antigo discurso nunca esteve tão atual. Com curadoria de Clemente (Inocentes) e assessoria de Antônio Bivar, o festival apresentará quatorze bandas, debates, exibição de filmes e oficinas, mostrando que o punk continua vivo.

SHOWS – EDIÇÃO 2012

Confira a programação:

Φ Dia 29/03 – Quinta, às 21h30
Inocentes, Devotos e Os Excluídos

Φ Dia 30/03 – Sexta, às 21h30
Garotos Podres, Attaque 77 (ARG) e Flicts

Φ Dia 31/03 – Sábado, às 21h30
Ratos de Porão, Invasores de Cérebros e Questions

Φ Dia 1/4 – Domingo, às 14h
Cólera, Olho Seco, Agrotóxico, Restos de Nada, Condutores de Cadáver e Lixomania

Maiores detalhes sobre ingressos, no portal do SESC.

O QUE FOI

O Começo do Fim do Mundo foi um grande festival punk organizado por Antônio Bivarno SESC Pompéia em São Paulo, nos dias 27 e 28 de novembro de 1982, o ano mais forte do movimento punk em São Paulo, proposto com o objetivo de firmar a união entre grupos e facções punks, da capital e do ABC paulista, que vinham envolvendo-se em conflitos cada vez mais violentos. O festival contou com exposição de material (discos,fanzines, filmes), shows de bandas e os próprios punks na organização e no público. No total, 20 bandas se apresentaram.

O festival foi gravado em tape-deck, do qual saiu um álbum em LP, que muitos anos mais tarde foi relançado em CD. A qualidade das gravações e principalmente das bandas é sofrível em alguns aspectos, mas há faixas que tornaram-se marcantes na história de alguns dos grupos, além de, pelo todo, ser um disco importantíssimo e histórico. A banda Ulster se recusou a sair na edição original do álbum, pois segundo eles, foram prejudicados na qualidade da gravação. Sua música, “Heresia”, saiu no relançamento em CD como faixa bônus.

Há também gravações em vídeo, algumas aparecem no documentário Botinada: a Origem do Punk no Brasil de Gastão Moreira.

Crédito foto: Gangrena Diario

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