O original e o cover #17

Para fazer covers de instituições do rock como o Led Zeppelin, precisa ter coragem. E foi justamente uma mulher que saiu da sombra dos backing vocals, venceu preconceitos e, goste ou não, mostrou o seu valor. A versão de Sheryl Crow para o Led não é da discografia oficial, mas alavancou a sua carreira e é considerado um dos melhores covers da banda feitos até hoje.

O ORIGINAL

De 69 a 75 foram anos de muita produção e ebulição criativa de uma das mais importantes bandas britânicas da história do rock. Beatles? Rolling Stones? Que nada! Led Zeppelin! Surgido no final dos anos 60, foi uma das que mais ousou fazer experimentações, misturas de estilos e foi percussora em muitas coisas: misticismo, virtuosismo, músicas longas e uma discografia lançada em série. O disco homônimo foi dividido em quatro álbuns, lançados em dois anos. Nessa fase “Whola lotta rose” e “Starway to heaven” eram alguns dos hits. O quinto disco é o primeiro a ter nome próprio. “Houses of the Holy” de 73 tinha muita influência do blues, músicas longas e hits para contemplar. O maior deles é “No Quarter”, mas “D’yer Mak’er” é uma das melhores do disco. Com influência direta do reggae, o título tem a mesma pronúncia de “Jamaica” em inglês. Não é uma coincidência. Durante a turnê de divulgação dois shows foram filmados originando o álbum ao vivo e filme The Song Remains the Same. O Led acabou, ensaia ou ensaiava retornos, mas volte ou não, a música fica.

O COVER

Ninguém nem notava na bonitinha talentosa que fazia backing vocal do Michael Jackson, Rod Stewart, entre outros artistas. De professora, atriz à cantora, Sheryl gravou seu primeiro disco solo em 1993. “Tuesday Night Music Club” mostrou ao mundo seu primeiro grande hit: “All I wanna do”. A versão Sheryl para “D´yer Mak´er” faz parte do tributo ao Led Zeppelin lançado em  1995, intitulado “Encomium”. De lá pra cá, na vida da garota que queria só um pouco de diversão, foram casamentos desfeitos, muitos duetos, namoros famosos, um câncer curado, muitos outros hits lançados e Grammys conquistados. Já que a sua base é o folk, a versão de Sheryl não mudou muito da sonoridade da original, mas foi uma boa surpresa ver uma canção do Led na voz de uma mulher.

Até semana que vem e parabéns mulherada pela luta de hoje e sempre!

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