Playlist da semana #20 – Girls

Já que dia 8 foi Dia Internacional das Mulheres, nada como provar que rock e  mulher de atitude não precisam de data de calendário para serem lembrados e comemorados. Por isso,  a playlist da semana escala algumas das vocalistas ou bandas com meninas na formação.

>>THE RUNAWAYS
Já que dona Joan Jett vem aí no primeiro dia da primeira edição do Lollapallooza Brasil, nada como abrir a playlist com as Runaways. Apesar de não ser exatamente uma novidade, a banda formada só por garotas nos EUA e no auge do punk foi tão explosiva e meteórica quanto a sua duração. Liderada pela vocalista Cherie Currie e pela guitarrista Joan Jett, lançou quatro álbuns de estúdio, fez um sucesso absurdo, mas como toda boa novidade, acabou desgastada pela própria imagem e exposição. E debaixo de brigas, desentendimentos e muitos boatos infundados. “Wasted” é do terceiro disco “Waintin´for the night” de 77 – já sem Cherie nos vocais e com  Vicki Blue no baixo.


>>HOLE
Para quem não viveu o final dos anos 80 não vai adiantar dizer que Courtney Love já tinha banda e fez carreira (musical) antes de se casar com Kurt Cobain (ex-vocalista do também finado Nirvana). Afinal, foi já casada e conhecida como “esposa do Kurt” que sua banda, o Hole, lançou os primeiros álbuns e passou a ter espaço na mídia. Apesar das idas, vindas, da excentricidade e excesso de sinceridade de Love, a banda tem sua importância na história do rock feito por mulheres. E mostrou que não vivia à sombra do sucesso do Nirvana. “Celebrity Skin” é a faixa título do terceiro do disco, lançado em setembro de 1998.

>>BAMBIX
Provavelmente você nunca ouviu falar em uma banda neerlandesa e muito menos que começou formada somente por meninas. Vindo da cidade Nijmegen na Holanda, o Bambix é isso.  Formada em 1988, a banda de HC melódico hoje é um trio liderado por Willia “Wick Bambix” , Don Cardeneo na bateria e no baixo Patrick “Sjappie” Schappert. Vegetarianos viciados em cerveja, cantam em inglês e fazem sempre algum hino em homenagem ao líquido mágico, “Bottle” é um deles.

>>THE DONNAS
Meninas no colégio, fãs de Ramones, Judas e Kiss se juntam e formam as The Donnas. Entre elas, codinomes: Brett Anderson tornou-se Donna A, Allison Robertson, Donna R; Maya Ford, Donna F; e Torry Castellano, Donna C. De 1993 até hoje são quase 20 anos de banda e oito discos lançados. Por São Paulo já passaram algumas vezes e com shows lotados. “Don´t wait up for me” é do barulhento “Bitchin'” lançado em 2007.

>>DISTILLERS
A líder e vocalista Brody Dalle, hoje vocal do Spinarette, é e sempre será uma Distiller. Apesar também de a banda ter acabado por conta de sua gravidez, quando ainda era casada com Josh Homme do QTSA, e o fato ter causado uma revolta em alguns dos ex-integrantes, durou quase uma década (de 98 a 2006) e com discos importantes, lançados por três gravadoras diferentes. São muitos os hits. Um deles é “The Young Crazed Peeling”, do disco “Sing Sing Death House” , lançado em 2002.

>>RITA LEE
Apesar da contestação confundida com caduquice nos últimos tempos, Rita é uma das instituições do rock brasileiro. Sem urrar no microfone, estar fantasiada de preto ou fazer pose de rocker, sua música sempre foi contra os bons costumes impostos, falso moralismo e a falta de respeito que o rock sempre teve por não ser considerado música ou arte feita por músicos comprometidos. “Ovelha Negra” é um clássico que conta sua experiência pessoal. Não fosse sua rebeldice, não teríamos conhecido a eterna e maior roqueira brasileira. Salve Rita!

>>MERCENÁRIAS
Muitos falam do punk nacional de bandas com homens na formação. Mas, além do pioneirismo brasileiro deles, havia as Mercenárias. Quase vinte anos antes de o Bikini Kill inaugurar, em 1990, a tal onda de punk-hardcore feminista, As Mercenárias estrearam em fevereiro de 1983 e gravaram apenas dois álbuns (um independente, outro por uma das maiores multinacionais do disco), antes de se dissolverem no final de 1988. Nos primeiros anos, o baterista ainda era do sexo masculino – ninguém menos que Edgard Scandurra, mais conhecido como excepcional guitarrista do Ira!. Às vésperas de gravarem o primeiro álbum, Cadê as Armas? (Baratos Afins, 1986), Edgard acabou dando lugar à Lou e assim a banda seguiu até o final, 100% feminina. No vocal, a fúria e catarse de Rosália Munhoz, com sua presença de palco não menos intensa que Iggy Pop ou Johnny Rotten. No baixo, a firmeza inabalável de Sandra Coutinho, ícone do rock brasileiro que também tocou com a pioneira Gang 90 e a ultracult Smack. Na guitarra, Ana Machado, que dava a impressão de ser a criatura mais tímida do planeta, em contraste com as navalhadas e trovoadas que disparava de seu instrumento. Isso tudo era as Mercenárias. E não à toa, o Ira! regravou “Me perco nesse tempo” anos depois.

>>WALLS OF JERICHO
A Walls of Jericho é uma das grandes do metalcore americano. Formada em 98 tem como líder a vocalista  Candace Kucsulain que tem um vocal furioso e uma presença de palco que poucos  possuem. Até o momento, são já quatro discos de estúdio e shows explosivos como esse do vídeo. “All hail the dead” dá nome ao segundo disco, lançado em 2004. Veja o discurso na intro da música e saiba porque a banda é tao monstruosa ao vivo.

>>SIOUXSIE AND THE BANSHEES
Siouxsie and the Banshees foi uma banda de rock britânica formada em Londres em 1976. A base principal do grupo era a parceria nas composições de Siouxsie Sioux (vocal) e Steven Severin (baixo). Alguns críticos consideram como a banda de pós-punk mais importante a surgir no cenário britânico de música. A banda se separou em 1996 em meio a um crescente número de desentendimentos entre Siouxsie e Severin. Entre seus principais sucessos destacam-se as canções “Hong Kong Garden”, “Happy House”, “Christine”, “Spellbound”, “Peek-a-Boo” e “Kiss Them For Me”. Cara de poucos amigos, Siouxsie é ainda conhecida como a rainha dos góticos. “Cities in dust” é uma das músicas mais conhecidas e mais “alegrinhas” da banda. Faz parte do sétimo disco de estúdio – “Tinderbox”, lançado em 1986.

>>iwrestledabearonce
A banda americana formada em 2007 é considerada heavy metal. A nova geração do estilo também composta por bandas como August Burns RedThe Dillinger Escape Plan, Dance Gavin DanceThe Human AbstractBlessthefallFactGreeley EstatesSea of TreacheryEnter Shikari e Winds of Plague, são igualmente boas. Mas nenhuma consegue reunir doçura e violência nos vocais como Krysta Cameron. É impressionante como ocila e transita pelos dois extremos em um único som. A banda tem apenas dois discos, sendo o mais recente o “Ruining It For Everybody” lançado no ano passado.

>>PITTY
Hoje, mais experimental do que rockeira como no início de sua carreira, Pitty surgiu no início dos anos 2000 declarando novidades no rock feito na Bahia. Fincava a bandeira do vocal feminino na terra conhecida por ícones como Raul Seixas e Camisa de Vênus. De uma garota que compunha e sonhava num quartinho dos fundos da casa da mãe, até vender mais de 5 milhões de discos, foi um gigantesco e trabalhoso passo. Atualmente com três discos lançados e uma coleção de hits, Pitty já escreveu seu nome na história do rock brasileiro. E deu um reinício nas bandas comandadas por meninas ou com meninas na formação dessa nova geração do estilo. “Admirável chip novo” dá nome ao primeiro disco, lançado em 2003. E foi onde tudo isso começou.

Ih! Faltou mulher demais nessa playlist! Teremos novas edições em breve. Enquanto isso, curta e até semana que vem!

Texto Mercenárias adaptado do Webhermetica
Texto Siouxsie, adaptado da Wikipedia

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