Quem? Quando? Onde? – capítulo 2

No último dia 30 de abril fez 30 anos da morte de um dos mais celébres jornalistas de música da história do rock. O capítulo 2 da série “Quem Quando Onde” relembra a trajetória do, entre outras peripécias, criador do termo “heavy metal”, Lester Bangs.

Bagunceiro, desordeiro, bêbado, fora dos padrões. Fazendo vista grossa, esse seria o resumo do garoto de Escondido, Califórnia que começou sua aventura jornalística no mítico ano de 1969.  Mais por marrudez do que por auto-segurança, seu primeiro trabalho foi uma crítica negativa ao álbum Kick Out the Jams do MC5, que foi enviada à Revista Rolling Stone com uma nota, detalhando que a revista deveria decidir se publicaria ou não a crítica, e, caso decidissem não publicar, deveriam mandar uma carta especificando o motivo da rejeição. Ao invés de negar, eles publicaram. Desde então, Lester escreveu e consumiu música compulsivamente até os anos 80. Além da Rolling Stone, ele colaborou também nas revistas Village Voice, Penthouse, Playboy, New Musical Express, e muitas outras publicações.

HEAVY METAL
Apesar de não ter sido mesmo o primeiro a usar esta definição, foi por essa época que tornou-se colaborador da revista Creem e da própria Rolling Stone e recebeu os créditos pelo termo “heavy metal” ao definir e fazer críticas (desta vez, positivas) para bandas como Led Zeppelin e Black Sabbath.

MÉTODO
Para ele, não importa se o que tocava era ABBA, Beatles ou que fosse. Seu método era totalmente pelo feeling, pela emoção, pelo jeito que a música o fazia sentir, o que batia no seu coração. Ele botava o som o mais alto possível pra tocar, espalhava papéis, capas dos discos, os próprios discos pelo seu apartamento e deixava rolar. O que saísse dessa experiência era devidamente registrado na sua guerreira e companheira máquina (verde) de escrever Smith-Corona. Foi um dos mestres do jornalismo gonzo – aquele baseado em experiências, e que para escrever não é preciso ordem cronológica e nem mesmo a total credibilidade dos fatos para se produzir uma crítica, nota ou matéria.

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FIM
Mesmo sem soar apocalíptico e sem saber (obviamente) do seu (também) prematuro fim, Lester fez um manifesto sobre a morte de Janis Joplin, em decorrência de uma overdose de drogas, dizendo: “Isso não é apenas aquela morte prematura que se torna um fato na vida e que, então, se torna perturbador. É perturbador saber que isso foi aceito de forma tão rápida” . Com uma overdose de remédios, Lester foi vítima da síndrome dos 33 anos e morreu no dia 30 de abril de 82. Seu corpo foi encontrado no seu apartamento e com o disco  “Dare!” do The Human League rolando.

LEGADO
Pode parecer balela, mas seu estilo fora do comum e fora dos padrões para a época plantou uma semente em futuros jornalistas de música e para a forma que se passou a encarar a música a partir de então. Tanto como músico, mas mais especialmente como jornalista, um trecho importante de sua influência foi retratado no emocionante filme “Quase famosos” de Cameron Crowe, lá interpretado por Philip Seymour Hoffman.

Recomendo o post The legacy of Lester Bangs do blog Box Cutters para entender melhor esta mente que nos fascina e inspira. E uma entrevista, considerada a sua última, no site Furius.com. Ambos em inglês. Nos vídeos, o próprio Lester sobre a música e o trecho do “Quase famosos”.

 

Ah! uma última nota: Lester era fanático por Lou Reed. Fico imaginando o que ele diria sobre “Lulu”. Arrepia de pensar… Mas, é isso, amiguinhos. Save Lester and Rock in Peace! Olha! Gostei disso, vou usar!

Com informações da Wikipedia

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