Playlist da semana #26 – Power trio

Essa era uma playlist que tava há um tempão querendo fazer, afinal, o que não falta é opção. Fato: muitos ficaram de fora, mas dão oportunidade de repetir a dose numa próxima. Sem mais conversa e para começar bem a semana, alguns dos power trios mais legais do rock!

>>THE POLICE
Quem abre a listchenha é o The Police. A banda inglesa era formada pelo baixista e vocalista Sting, o guitarrista Andy Summers e o baterista Stewart Copeland. O primeiro disco saiu no mesmo ano de formação, 1978, já contendo alguns hits como “Roxanne”. Misturando reggae, punk e jazz, a banda lançava praticamente um disco por ano até 1983. “Walking on the moon”, “Don´t stand so close to me”, “Every Little Thing She Does is Magic”  e o master hit “Every breath you take” rendiam muitos shows, grana e prêmios. Em 86 saiu uma coletânea de hits e até os anos 2000 eles viveram de reuniões esporádicas, cuidando de interesses pessoais (como salvar florestas e índios no Brasil), entrando pro Rock and Roll Hall of Fame em 2003 e fazendo uma tour derradeira a ingressos milionários em 2008, quando saiu o último disco “Certifiable”.

>> PRIMUS
Sem dúvida, esse é um dos power trios mais independentes de toda essa lista e certamente o com som mais diferente. Formada em 84 por Les Claypool (vocalista e baixista), Larry Lalonde (guitarrista) e Jay Lane (baterista), a alma e destaque da banda sempre foi Claypool que além da criatividade acima do comum, tem uma pegada de baixo que é difícil competir. Performáticos ao vivo, a extensa discografia da banda tem como maior destaque o disco “Pork soda” lançado em 93. No ano passado, divulgando o mais recente álbumGreen Naugahyde” , lançado em 2011, foram uma das atrações do SWU e que viu ou reviu ao vivo “My name is Mud”, um dos sons mais conhecidos, não esquece.

>> MUSE
Um dos queridinhos do rock alternativo é esse trio inglês. É classudo até dizer que gosta de Muse, já que sua mistura de elementos, instrumentos e com uma pegada menos rocker e mais eletrônica, junto com um vocal melódico às vezes não soa tão pop e fácil de gostar. Formado em 1994, foi apenas em 1999 que saiu o primeiro disco com nome despretensioso de “Showbizz”. Nele já havia alguns dos master singles como “Muscle Museum” – um dos sons mais adorados – e “Falling down”. Com discos consistentes e shows convincentes, a banda sobrevive às comparações com o Radiohead, faz parte da tour da tocha olímpica por Londres e se prepara para lançar o sexto álbum, “The 2nd law”, ainda este ano.

>> GREEN DAY
Todo mundo achava que a modinha punk de vitrine que o Green Day (aparentemente) propunha com o disco “Dookie” em 1994 ia acabar logo logo, só mais um sucesso fácil para vender e aparecer na MTV. Mas esse já era o terceiro álbum da carreira e oito discos depois, Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool mostram que podem ir além dos sonzinhos bobos de picardias adolescentes e mostrar como se faz espetáculos ao vivo, discos conceituados e  cheios de opinião. Atualmente preparam-se para a nova empreitada: o lançamento da trilogia ¡Uno!, ¡Dos!, ¡Tré!, já previstos para  25 de Setembro de 2012, 13 de Novembro de 2012 e 15 de Janeiro de 2013.

>>NIRVANA
O número três acompanha o Nirvana. Foram três discos de estúdio, incluindo o barulhento “Nevermind” e três álbuns ao vivo, sendo um deles o Acústico MTV. Muitas músicas lideraram as paradas sendo que várias delas ficaram nos primeiros lugares. Foram líderes nas 3ªs posições na Billboard Mainstream Rock Tracks. A formação clássica composta pelo vocalista e guitarrista Kurt Cobain, pelo baixista Krist Novoselic e pelo baterista Dave Grohl teve menos de dez anos de carreira estupidamente interrupida mas o suficiente para tirar o mundo do eixo e fazer uma revolução no rock da década de 90.

>>RUSH
Uma lista de power trios jamais seria completa sem a presença dos canadenses do Rush. Músicos de altíssimo gabarito, o baixista, tecladista e vocalista Geddy Lee, o guitarrista Alex Lifeson, e o baterista e letrista Neil Peart formaram a banda em 1968 e nesse estilo, é uma das mais antigas que ainda sobrevive e está cada dia melhor e mais inventiva. O trio já passou por diversas fases mas segue ativa. Prova disso são os recentes vídeos divertidos de divulgação e shows explosivos around the world. Estão prestes a lançar o décimo nono álbum de estúdio , Clockwork Angels, ainda em 2012, inaugurando a parceria com a Roadrunner Records.

>> CREAM
Tirando o que passou e o que vem na sequência, um dos mais clássicos exemplos de power trio é o Cream. Os britânicos Jack Bruce (baixista/vocalista), Eric Clapton (guitarista/vocalista) e o baterista Ginger Baker montaram a banda no final dos anos 60. A mistura bluseira psicodélica os fez conquistar os primeiros lugares das paradas. Seguidos de “Fresh Cream” de 66, foram mais três discos de estúdio, incluindo o estratégico e último “Goodbye” de 69. O disco, apesar do nome, não encerrou as atividades. A banda é tão emblemática para a história do rock que eventualmente se reúne, como numa das apresentações mais recentes, em 2005, nos shows do Royal Albert Hall e Madison Square Garden. “Sunshine of your love” é um dos hits mais conhecidos e faz parte do segundo disco “Disraeli Gears” de 67. A band foi agregada ao seleto Rock and Roll Hall of Fame em 1993.

>> THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE
O Experience durou o suficiente para lançar três álbuns entre 1967 e 1968. Tempo suficiente para elevar Jimi Hendrix a posto de mestre da guitarra e lançar hits meteóricos como “Purple Haze”, “Foxy Lady”, “Fire”, “Hey Joe”, “Voodoo Child (Slight Return)”, “All Along the Watchtower” e “Spanish Castle Magic”. Além de JH a banda era composta pelo baixista Noel Redding e pelo baterista Mitch Mitchell. Lenda! Ow vontade de ter nascido americana nos anos 60!

>> BEASTIE BOYS
Três branquelos americanos metidos a fazer rap no final dos anos 70. Enquanto muitos achavam que essa aventura estava fadada ao fracasso, a fusão do hip hop com rock, hardcore e punk deu certo e influenciou centenas de bandas, além de mostrar que sim, branco também manda bem nas rimas. Entre coletâneas, discos ao vivo, compilações e EP foram inúmeros lançamentos, incluindo o aclamado álbum “Ill Communication” de 1994.Com a recente morte de Adam Yauch, o MCA, a banda não tem certeza se vai continuar ativa.

>>NITROMINDS
Propositalmente, a única brazuca fecha a lista para lembrar da bomba que caiu nas nossas cabeças semana passada: o fim do Nitrominds. De 1994 a 2011 foram dez lançamentos incluindo um ao vivo e álbum de covers “Kill emo all”. A saída discreta talvez não dimensionou a sua importância mas já deixa saudade. Fechando a playlist da semana, uma das músicas que costumava encerrar os shows dos caras.

Pô, faltou um montão! Dê sugestões e eu completo minha lista aqui para uma próxima edição. Até +!

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