Homônimas #4 – Metallica x U2

Um verdadeiro duelo entre bem e mal no “Homônimas” de hoje. De um lado, o horror da guerra na música do Metallica. E do outro lado, o amor, a paz e a união na do U2. E aí, qual “One” é a melhor, hein?

METALLICA
“One” é um dos sons mais conhecidos do Metallica e um dos mais queridos dos fãs. Costuma ainda hoje ser um dos pontos altos nas apresentações ao vivo. A música é o master single do quarto disco da banda, “And justice for all” de 1989 – o primeiro sem o Cliff Burton e já com Jason Newsted na formação e gravações. A música é um marco na história da banda: foi a primeira a que eles se dedicaram a fazer um videoclipe e a primeira a render um prêmio Grammy. A história da letra é inspirada no romance de Dalton Trumbo’s, 1939 “Johnny Got His Gun”. O conto retrata a agonia de um soldado cujo corpo foi severamente danificado depois que foi atingido pela artilharia alemã durante a Primeira Guerra Mundial. Seus braços, pernas, olhos, boca, nariz e orelhas se foram e ele não pode ver, falar, cheirar ou ouvir, porém a sua mente funciona perfeitamente, deixando-o preso em seu próprio corpo. O livro foi suspenso por muitos anos durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria. Trumbo dirigiu a adaptação para o cinema em 1971, a partir do qual as imagens para o clipe “One” foram usadas. Avessa ao sucesso fácil, a banda tinha intenção de nunca gravar um videoclipe até que a liberação das imagens do filme e a história da música os convenceu a tentar fazer um vídeo mesclando cenas do filme.

O videoclipe, dirigido por Bill Pope e Salomon Michael, estreou na MTV em 20 de janeiro de 1989. O vídeo, filmado em Long Beach, California, é quase inteiramente em preto e branco, apresenta a banda tocando a música em um armazém. Traz também diálogo e várias cenas da adaptação cinematográfica que dá destaque à Timothy Bottoms no papel de Joe Bonham, o soldado, personagem principal do romance.

U2
A “One” do U2 foi construída em meio a uma turbulência na banda. Final dos anos 90, eles atravessavam um dilema criativo: dois dos integrantes queriam seguir na linha do rock e a outra metade queria experimentar e misturar elementos eletrônicos no som. O disco Achtung Baby foi gravado em vários lugares da Europa, incluindo Berlim e Durbin, e enfrentando esse embate interno que quase fez a banda se separar. Era a época pós queda do muro de Berlim e da reunificação da Alemanha. Bono se inspirou nesse episódio histórico para fazer a letra baseada em sua relação com as pessoas (leia-se relacionamentos pessoais e causas humanitárias). The Edge, o guitarrista adepto de manter o rock como base do som, criou a música e isso os animou a criar e compor juntos. Foi o ponto de partida para a construção do disco lançado em 1992.

Além de liderar todas as paradas possíveis, “One” foi lançada como uma canção de caridade, com os rendimentos revertidos aos portadores de AIDS. Para o videoclipe existem três versões e com esquisitas histórias, mas o oficial ficou esse dirigido por Anton Corbijn e filmado em Berlim.

Curtiu? Escolheu a sua preferida? Eu tenho a minha!
Trechos das histórias foram sacadas da Wikipedia. Procure lá para saber mais detalhes das músicas citadas hoje na coluna. Até a próxima quarta com mais músicas e mais coincidências!

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