O original e o cover #27

Uma é a rainha do pop: a mais polêmica, mais camaleoa, mais criativa, tem os melhores hits, os melhores videoclipes e, quando quer, compra uma briga como ninguém. Outra, mesmo com um talento considerável, veio no embalo do sucesso do pai, é riquinha mimada e caiu num ostracismo depois de inúmeros problemas pessoais e familiares. No Original e o cover de hoje, um clássico da Madonna dos anos 80 na versão de Kelly Osbourne.

MADONNA
Um dos fatores que faz com que Madonna angarie mais e mais fiéis fãs, é propor polêmicas, seja através do choque ou de propor reflexão. Tudo isso, claro e na maior parte das vezes, com muito apelo explícito sexual. Em tempos de feminismo em alta, auto-estima da mulher em lutar por seus direitos, é bom ver que mesmo Madonna atirando no ventilador desde os anos 80, ela não foi inovadora, mas sua fama gigantesca tornou tudo um pouco mais barulhento – exatamente como ela queria que fosse, diga-se. A música “Papa Don’t Preach” foi escrita por Brian Elliot para o disco “True Blue”, terceiro disco da carreira, lançado em 1986. A polêmica começa na letra sobre gravidez precoce e aborto baseado numa história de umas meninas que Elliot ouviu falar. Já consagrada como sex symbol, Madonna aparece com cabelo curto, vestindo camiseta e jeans, baseado no estilo das atrizes Shirley MacLaine e Audrey Hepburn nos 50. A historinha ilustra a justificativa que a letra descreve de a filha explicar ao pai que engravidou e que é dona da razão e do que quer fazer com o próprio corpo. O clipe foi ambientado em Nova York e dirigido por James Foley que havia trabalhado com ela no vídeo de “Live to tell”. Encarar esse assunto como normal hoje parece fácil, difícil foi segurar a onda naquele ainda mais carola e politicamente correto final dos anos 80.

KELLY OSBOURNE
Kelly apareceu para o mundo como a pré-adolescente que crescia entre longas tours, contas homéricas, uma mansão gigante e a vida louca dos pais. Tudo isso evidenciado no seriado “The Osbournes” que foi ao ar na MTV de 2002 a 2005. O dia-a-dia da família era mostrado sem muita censura, evidenciando os problemas comuns de uma casa, mas neste caso inflado com muitas cifras, algo fora dos padrões como as brigas com vizinhos, futilidade e alguma discussão sobre drogas e filhos criados sem quase nenhum limite. Foi durante esse período que Kelly resolveu assumir a vontade de estar na vida artística e gravou seu primeiro álbum,”Shut up” lançado em 2003. A versão dela, apesar de inexperiente e ainda pouco a vontade ou acostumada a representar para a câmera, é bastante inspirada tanto musicalmente como no vídeo na ideia original da Madonna. O mote dela foi usar a música para dizer ao seu pai que naquele momento estava crescendo, queria ter sua propria vida e sua história como artista independente de ser filha de quem é. O grande problema é que o lado patricinha de cabelo cor-de-rosa, assumido, também não foi deixado de lado desta versão. É… entre roupinhas, sapatos e  cartões de crédito, cada um com o seu ideal pra defender né?

Essa coluna fazia tempo que não dava às caras, mas vamo que vamo! O melhor é sempre esperar pelo que virá, então, até a próxima!

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