30ª Bienal de São Paulo

Está aberta a programação de mais uma edição da Bienal de Artes de São Paulo. São três andares com 111 artistas participantes, mais de 3000 obras e destaque para o brasileiro Arthur Bispo do Rosário.  Confira informações do evento e algumas das instalações que você não pode deixar de curtir.

Segundo Heitor Martins, presidente da Fundação Bienal, a ideia de permanente interlocução é também o ponto de partida da 30ª Bienal – A iminência das poéticas. Procurando instaurar-se como uma plataforma de encontro para a diversidade das poéticas, a exposição pretende ser um evento capaz de produzir constelações de obras e artistas que conversam entre si. De um intenso diálogo entre curadoria e artistas convidados teremos uma bienal composta por um grande número de obras inéditas ou comissionadas especialmente para exposição.

ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO

Arthur foi um artista plástico brasileiro, nascido no Sergipe em 1909 e falecido no Rio de Janeiro em 1989 onde passou a maior parte de sua vida. Ele foi marinheiro e funcionário de uma família tradicional até que, em 1938, invadiu um convento e seu ato de se declarar um enviado de Deus o fez ser internado em um hospício e depois transferido para a Colônia Juliano Moreira, instituição criada no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XX, destinada a abrigar aqueles classificados como anormais ou indesejáveis (doentes psiquiátricos, alcóolatras e desviantes das mais diversas espécies). Ele começou a produzir com sucata e utilizava a palavra como elemento pulsante. Ao recorrer a essa linguagem manipulava signos e brinca com a construção de discursos, fragmenta a comunicação em códigos privados. Entre os temas, destacam-se navios (tema recorrente devido à sua relação com a Marinha na juventude), estandartes, faixas de mísses e objetos domésticos. A sua obra mais conhecida é o Manto da Apresentação, que Bispo deveria vestir no dia do Juízo Final. Em 1997 foi homenageado na coleção “Em nome do bispo” do estilista brasileiro Ronaldo Fraga.

DESTAQUES

August Sander (Alemanha)
O fotógrafo alemão (1876-1964) foi além da noção de registro e revelou um país em constante transformação; o modo de vida daquela sociedade pode ser conferido em retratos com personagens do começo do século 20.

Guy Maddin (Canadá)
Grandes telas com projeções de filmes mudos criados pelo artista canadense ocupam a entrada do pavilhão.

Sofia Borges (Brasil)
A fotógrafa paulista, uma das mais jovens desta Bienal, reúne registros que discutem a manipulação da imagem.

Tehching Hsieh (Taiwan)
Entre a série de cinco “Performances de um Ano”, que o artista realizou entre 1978 e 1986, a que seria sua segunda experiência será exibida; o taiwanês registrou em um relógio de ponto cada hora de 365 dias, até 11 de abril de 1981.

Sarah Washington (Inglaterra)
Como membros do London Musicians’ Collective (LMC), Sarah Washington e Knut Aufermann foram cofundadores da primeira estação de radioarte de Londres – a Resonance 104.4 FM, em 2002. A estação fornece um novo modelo para mídia comunitária e se firma como uma plataforma para a prática de arte experimental de artistas, escritores e pensadores de diferentes comunidades. Após essa experiência, Washington e Aufermann começaram a Mobile Radio em setembro de 2005. A dupla se apresenta em festivais de arte e mídia, seminários e universidades, e contribui para eventos únicos com estações de rádio de vida curta, transmissões especiais ao vivo e trabalhos editados.
Viola Yesiltaç (Alemanha)
Lúdico, os trabalhos da alemã chamam atenção pelos desenhos produzidos com tinta preta.
DICAS
– Há seis espaços de convivência para descansar
– É permitida a entrada com máquina fotográfica, mas é necessário usar sem flash
– Para quem quer fugir do trânsito e da busca por vagas de estacionamento, haverá uma linha especial circular de ônibus ligando o metrô Ana Rosa ao Pavilhão da Bienal – linha 909A/10.
PROGRAMAÇÃO

Além do Pavilhão no Ibirapuera, a Bienal também tem exibição em outros pontos da cidade. Confira a programação oficial e as atividades paralelas da Bienal na Cidade.

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SERVIÇO
30º Bienal de São Paulo
7 de setembro a 9 de dezembro
Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera – Portão 3
Avenida Pedro Álvares Cabral s/n
* Fechado às segundas-feiras
Terças, quintas, sábados, domingos e feriados: das 9h às 19h (entrada até as 18h)
Quartas e sextas-feiras: das 9h às 22h (entrada até as 21h)

Entrada gratuita

Com informações do site da Bienal, Guia da Folha, Wikipedia e Catraca Livre

2 pensamentos sobre “30ª Bienal de São Paulo

  1. Pingback: Gabinete de Artes » Como era mesmo a marca da Bienal?

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