Pixadores e o polêmico filme da Puma

Dentro da proposta #becreator, a marca Puma e a loja Asos lançaram um filme com os pixadores de SP. A polêmica está no fato de ter pixação, considerado crime em vários países, como proposta de criatividade. Nas atitudes e comentários do curta, mais do que a defesa de uma arte, a ideia é outra. Assista e entenda mais sobre essa história.

Asos é uma loja online varejista que vende roupas multimarcas e também de marca própria em alguns países da Europa, nos Estados Unidos e na Austrália. Neste outono (do hemisfério norte) eles estão lançando a coleção ASOS Black X Puma (em parceria com a Puma) e um curta-metragem chamado “Os Pixadores”, que retrata as aventuras de um grupo de pixadores em São Paulo.Desde o final de agosto, eles lançaram uma série de 5 trailers de 30 segundos anunciando o filme completo, que tem direção do inglês Ben Newman.

O FILME
Com pouco mais de quatro minutos, o filme mostra um grupo de pixadores da Favela do Morro do Sabão em São Paulo. Que o tema “pixação” divide opiniões sobre ser arte, sujeira ou crime, isso já enfatizei em outros posts aqui no NO220! e é sempre recorrente quando o assunto envolve o espaço urbano e as milhões de opiniões e lados envolvidos.

Com o mote da criatividade, da liberdade de expressão e “agir em vez de falar” a campanha, através do curta, deu cara e voz para os pixadores. E essa “forma de arte” aliada ao tema da campanha se justifica mais pelas palavras do que pelas imagens.
Já no início um deles diz: “Quando você cria alguma coisa, não dá pra controlar o que vai acontecer ou para onde as coisas vão”. Justificada pelo emprededorismo, pelo fazer acontecer, a narração continua dizendo que “A única maneira de seguir em frente é se arriscando. A gente vê as coisas de um jeito diferente.” E não é assim que a tendência mundial do “fazer acontecer” e “tire sua ideia do papel” nos incentiva a fazer?

Pois bem. O artista, em si, sendo pintor de paredes, quadros, um escultor, ou qualquer outra forma de arte tem o mesmo pensamento ao dizer que “Quando a gente cria uma linguagem, faz as pessoas pensarem e achar um significado. Pode ser o meu siginificado, ou o seu”. Se for por esse lado, a campanha se justifica e promove iniciativa através de algo mais do que marginal, desafiador. Existem formas e formas de interpretar. Sugue o conceito e procure a sua.

Com informações do Brainstorm9

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