Expo ‘As Origens do Fotojornalismo’

Na próxima sexta-feira, 23, começa a mostra “As Origens do Fotojornalismo no Brasil: Um Olhar sobre O Cruzeiro (1940-1960)”, que vai expor mais de 200 imagens da publicação no Instituto Moreira Salles. Confira informações!

REVISTA O CRUZEIRO
Nas décadas de 40 e 50, a revista estimulava o colecionismo a partir das séries de reportagens, contos e novelas. Nestas, o índio era muitas vezes retratado. “A temática indígena estava muito em voga no período e a revista percebe o assunto como atrativo para o público, porque, até então, eram só os antropólogos e etnólogos que tinham acesso às imagens de índios”, explica a curadora Helouise Costa.

Fotógrafos como Henri Ballot e José Medeiros começaram a se destacar após trabalhos como estes. “Eles vão para as aldeias e fazem fotos absolutamente espetaculares”, conta a curadora.
Além dos personagens indígenas, a inauguração do Museu de Arte de São Paulo e o estudo aprofundado sobre os profissionais da fotografia ganham espaço na mostra.

A EXPOSIÇÃO
Como afirmam os curadores, “o período da Segunda Guerra Mundial foi marcado por transformações sociais profundas que colocaram questões éticas contundentes no terreno da política de maneira geral e no campo da fotografia em particular. Uma das consequências foi a disputa entre duas diferentes concepções de fotojornalismo, materializada no cenário internacional a partir da fundação da Agência Magnum em 1947, e que teria forte repercussão na revista O Cruzeiro. De um lado situavam-se os fotógrafos integrados às condições do mercado, que entendiam que suas fotografias deveriam atender às demandas do sistema de comunicação de massa para conquistar o público. De outro, os fotógrafos que defendiam uma abordagem humanista do fotojornalismo e buscavam produzir um tipo de fotografia de cunho autoral comprometida com certas causas ou, no mínimo, menos sensacionalista. O que unia essas duas tendências era o grande domínio do código fotográfico e a utilização de uma linguagem moderna”.

A exposição busca também refletir sobre o conceito de fotojornalismo. Em geral busca-se defini-lo como sendo o uso de fotografias e textos relacionados para representar acontecimentos da atualidade de acordo com certas estruturas narrativas. Esse critério, no entanto, diz respeito somente ao contexto de apresentação das imagens. Para compor a mostra em cartaz no IMS-SP, o fotojornalismo foi considerado pelos curadores como uma forma de representação social historicamente determinada e, portanto, em constante transformação. Um fenômeno ativo da vida social, conformador de visões de mundo e orientador das atitudes de indivíduos.

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SERVIÇO
A exposição “As Origens do Fotojornalismo no Brasil: Um Olhar sobre O Cruzeiro (1940-1960)” acontece de 23 de novembro a 31 de março de 2013, no Instituto Moreira Salles, e pode ser visitada das 13h às 19h, de terça a sexta, e das 13h às 18h aos sábados, domingos e feriados. A entrada é gratuita e a classificação etária livre.

Com informações da Revista Imprensa e Instituto Moreira Salles

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