Playlist da semana #47 – Fim do mundo

Para ser solidária com os que acreditam nessa de que o mundo acaba sexta-feira, 21/12/12, uma playlist apocalíptica. Bom, se a Terra explodir, que termine com música. Boa.

fim-do-mundo

>>CPM22
Depois de vários hits nos discos anteriores, o CPM22 surge bastante pessimista no quarto álbum. “Felicidade instantânea” de 2005 tem várias faixas bastante negativas como “Irreversível”, “Pensamentos negativos”, “Cidade em chamas”, “Jovem, alcoólatra, suicida”, “Crise de existência” e “Depois do fim”. Mesmo assim não deixou de fazer sucesso e emplacar mais alguns novos hits. Caso de “Um minuto para o fim do mundo”, segunda faixa desse disco.

>>LINKIN PARK
Outra que tem várias faixas bastante negativas é o Linkin Park. Caso de “The catalyst”, “In the end” e outras. Uma que não foge à regra é “Waiting for the end”. Apesar da calmaria quase reggaeira do som, é tão apocalíptica quanto as citadas. A faixa faz parte do disco “A thousand suns” de 2010. Menos conhecida do que seus outros grandes sucessos, vale a pena conferir pelo clipe dirigido por Joe Hahn. Segundo o diretor, os efeitos “enfatizam em versão digital a explosão de estrelas e o caos da humanidade”. Profundo…

>>PITTY
“Semana que vem” é mais um dos tantos hits do disco de estreia da banda, “Admirável chip novo” de 2003. Nesse período, além de tocar na rádio, na MTV, ter single em trilha de novela e faturar prêmios, um dos destaques eram os videoclipes bem produzidos. O dessa música é um deles. Pessimista querendo fazer pensar, é uma música sincera. E semana que vem pode nem chegar…

>>SYSTEM OF A DOWN
Estourados no mundo inteiro, em 2005 o System of a Down lançou parte de um disco duplo. “Hypnotize” traz um dos grandes hits da banda. O vídeo de “Lonely day” é praticamente um curta metragem em que a banda, reclusa no tour bus, vê calmamente o mundo pegando fogo lá fora. Além de premiado, o hit ainda fez parte da trilha sonora de “Disturbia”, filme lançado em 2007 e inspirado em “Janela indiscreta” de Alfred Hitchcock.

>>SLIPKNOT
O nome do disco já dizia tudo. Não que antes a banda fosse um poço de positividade nas letras, mas “All hope is gone” de 2008 veio numa aura bastante pessimista. O álbum era sucessor do mega sucesso “Vol.3 Subliminal verses” de 2004 e precisava mesmo de muita criatividade e energia para superar as próprias marcas. Apesar de o disco vender bem, atingir as paradas e ter o single “Pshycosocial” em trilha de filme, não é dos melhores deles. Mas até que define bem a versão (nu) metal do fim do mundo.

>>KORN
Falando em nu metal, outro que lançou um disco explosivo em 2005 foi o Korn. Encabeçado pelo hit “Twisted Transistor”, o sétimo álbum “See you on the other side” veio em meio a mudanças de formação e muito mais carregado nos efeitos e misturas do que os discos anteriores. Mantendo a linha músicas boas+mais super produção+videoclipes caros, continuou dando certo. Pelo menos até aquele período.

>>JIMI HENDRIX
Psicodélica, “Third stone from the sun” é uma das únicas faixas instrumentais na carreira do trio Jimi Hendrix Experience e do disco “Are you experienced?” de 1967. A música “traduz” a conjunção da Terra com o Sol e tem alguns diálogos incidentais. Um trecho dela é infinitamente copiado em vários outros sons de artistas diversos como Devo e The Alman Brothers e você consegue reconhecer fácil logo que começa. Mas há outra curiosidade interessante sobre ela envolvendo Dick Dale. Um trecho falado por Jimi faz referência à surf music. Alguns entenderam que era uma provocação, mas Dale afirmou no encarte do disco “Better Shred Than Dead: The Dick Dale Anthology” que onde JH diz “Então você nunca vai ouvir surf music de novo” foi a reação espontânea do mestre da guitarra ao saber que Dale estava lutando contra um possível caso terminal de câncer. Dick, em plena forma e saúde, fez a citação em homenagem à Jimi depois de falecimento precoce do grande ídolo.

>>ROBERTO CARLOS
Outro rei que não deixou de falar sobre a explosão nuclear e o fim do mundo foi Roberto Carlos. Com o tom mais enfático sobre religião e a volta de Jesus, o rei se inspirou no livro biblíco para falar dos acontecimentos ruins do mundo. A música “Apocalipse”, única a destoar das ultra românticas do disco, faz parte do homônimo de 1986. Mais uma feita em parceria com Erasmo Carlos.

>>METALLICA
“Death magnetic” foi um disco divisor de águas na carreira do Metallica. Colocou definitivamente fim na parceria com o produtor Bob Rock e deu início a era de Robert Trujillo no baixo. O primeiro álbum produzido por Rick Rubin trouxe aquele velho espírito dos primeiros discos e foi muito bem sucedido. Algumas das faixas escritas pelo vocal James Hetfield são bastante pessoais, especialmente nesse disco em que iniciaram um novo processo com Rubin, fora do formato quadrado e esquematizado de Rock. “My apocalypse”, um dos hits do disco, fala mais de mudanças pessoais do que especialmente fim do mundo, mas orna com o assunto. Ela ganhou o Grammy de “melhor performance de metal” em 2009.

>>P.O.D
“The end of the world” do P.O.D está no sétimo álbum da banda. “When angels & serpents dance” de 2008. É uma das únicas faixas a questionar mesmo o sentido do fim do mundo e a participação de cada ser humano na Terra. Pelo menos nessa playlist. Apesar de forte, é repetitiva e não é uma das melhores desse disco quem tem outros hits além de participações especiais como as de Mike Muir do Suicidal Tendencies e Page Hamilton do Helmet. O clipe abaixo é uma colagem de um fã com cenas do filme “2012”.

>>R.EM
Vamo terminar bem essa? “It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)” é uma das faixas do disco do R.E.M, “Document”, de 1987. A música faz uma enumeração de fatos que podem acontecer numa eventual catástrofe. Além da letra rapidinha e da mensagem da música, ela é bastante reconhecida pelo clipe atípico que traz um garoto abandonado, provavelmente o único sobrevivente do fim do mundo, numa casa destruída. Suas únicas companhias? Um cachorro, um monte de papel, lixo e um skate! Genial!
Num dos trechos mais legais, a música diz: “Equipes de repórteres perplexos, vencedores, acorrentados, aparados. Olhe para aquele avião voando baixo! Bem, então. População abundante, comida comum mas isso bastará. Salve-se, sirva-se! O mundo serve suas próprias necessidades, escute a batida do seu coração… É o fim do mundo como a gente conhece. É o fim do mundo como a gente conhece e eu me sinto bem.” Canta junto!

Se o mundo não acabar e a gente passar por essa, nos vemos nos próximos posts! Até lá!

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