O original e o cover #38

Voltando com tudo nas colunas aqui do NO220!, hoje, mais um daqueles exemplos de como fazer uma cover com competência e sem ter nada a ver com a original. Confira a versão de  “Losing my religion” do R.E.M  feita pelo Lacuna Coil.

lacunaCoil

O ORIGINAL
A “Losing my religion” oficial está no disco “Out of time” de 1991. Ela começou quando o guitarrista Peter Buck comprou um mandolim e tirou nele um riff que já havia composto. Um belo dia, assistindo TV, ele aprendeu a mexer no tal novo instrumento, compôs o restante da sequência do riff no mandolim e parte da melodia da música estava pronta. Cada um dos integrantes trouxe uma referência diferente na hora de gravar. Usaram inclusive um guitarrista, Peter Holsapple, que os acompanha nas tours e alguns músicos da Atlanta Symphony Orchestra. A frase “Losing My Religion” é uma expressão da região sul dos Estados Unidos que significa perder a paciência ou a civilidade. Segundo o vocal Michael Stipe ela é sobre “alguém que anseia por outra pessoa. É o amor não correspondido”. Ele a comparou com “Every Breath You Take”, do The Police, dizendo: “É apenas uma canção pop, clássica de obsessão. Sempre acho que  os melhores tipos de músicas são aquelas em que ninguém pode ouvi-la sem se colocar nela e dizer ‘Sim, este aí sou eu'”.  É o mega hit da banda, sem dúvida. O videoclipe também foi bastante premiado e traz referências da melancolia encontrada na obra do pintor italiano Caravaggio e nos filmes do cineasta russo Andrei Tarkovsky. Pura arte!

O COVER
Fazer covers não é uma novidade para a banda italiana Lacuna Coil. Já fizeram do Depeche Mode e até uma nova versão em dueto como Dave Mustaine para uma música do Megadeth. Só que “Losing my religion” bate todas elas, é a melhor de todas. O fato de ser um dos ícones do metal melódico europeu, certamente ajudou nesse processo de transformação do hit em algo realmente novo. O arranjo ficou mais pesado, mais acelerado e menos folk que na versão original. E acentuou essa aura sombria da música com os vocais sincronizados de Cristina e Andrea. A faixa faz parte do mais recente disco da banda, “Dark Adrenaline”, lançado em 2012. O vídeo abaixo não é oficial. Ignore e preste atenção no áudio.

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