Assassinando um Clássico #1

Defendo desde sempre que deveria ter algum tipo de punição para bandas ou artistas que detonam um clássico máximo da história da música. Como não podemos fazer nada sobre o ato consumado e ultimamente tem sido um festival de estraga hits, estreia hoje a nova coluna do NO220!, ‘Assassinando um clássico’. E pra começar veja o que a srta M.I.A fez com o som do The Clash.

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O CLÁSSICO
O The Clash já era uma das bandas símbolo da cena punk londrina quando lançou o quinto disco de estúdio, “Combat Rock”. Ele foi tão cultuado quanto os anteriores, e muito mais porque tinha pelo menos dois de seus mais conhecidos hits: “Should I stay or should I go” e “Rock the Casbah”. “Straight to hell” é a sexta faixa do lado A e tanto quanto praticamente toda a discografia do Clash, tem tom político, de protesto e denúncia. Ela faz referências a guerra do Vietnã, ataque a bases militares e, com ironia, sobre como garotos maus que não falam inglês e não seguem a cultura dominante merecem ir “direto para o inferno”. É uma das músicas mais lentas do Clash, mas reconhecidamente um dos tantos clássicos a misturar estilos e continuar ser punk bruto, dedo na cara. Mestres!

O CRIME
O sacrilégio até que tem um tempinho que ocorreu. M.I.A já era uma artista conhecida nas artes visuais e cinema alternativo antes de começar a cantar. Seu primeiro disco, “Arular” de 2005, já foi bem sucedido. E “Kala” de 2007 chamou atenção pela mistura de estilos – percussão africana, músicos de vários países, tocando em cima de uma batida hip hop e dance music. De promissora artista do rap, M.I.A foi galgada para o posto de nova estrela da world music. Apesar da inventividade, está lá entre as 16 faixas “Paper Planes”. Além de ficar enjoativa, a versão nada melhorada do The Clash ainda tem sons de tiros inseridos em alguns versos. A única coisa boa e em comum? O discurso político e ativismo. A deles tinham um tom de denúncia contra atrocidades da guerra, a dela sobre imigração. Ponto a favor, mas não livra do pecado. Go straight to hell, M.I.A!

Sempre acompanhada da hashtag #corraprascolinas, até o próximo sacrilégio!

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